ABRACRIM acompanha rebelião no CDP de Taubaté
Representantes da Abracrim, juntamente com integrantes das Comissões de
Direitos Humanos da OAB-Taubaté e da Segurança Pública da OAB-SP,
acompanharam a rebelião no Centro de Detenção Provisória (CDP) de
Taubaté, a 140 km de São Paulo, que aconteceu nos dias 8 e 9 de agosto e
fez 13 reféns.
A comitiva de advogados aguardou por mais de duas horas para ingressar na
unidade prisional, mas não teve seu ingresso no CDP autorizado , segundo o
advogado Marcos Limão, associado da Abracrim que acompanhou a diligência.
O CPD de Taubaté tem capacidade para 844 detentos, mas registra 1.521
internos. Essa superlotação pode ter sido um dos motivos do motim, que
teve início no dia 8,quando os presos fizeram reféns religiosos e agentes
penitenciários, colocaram fogo nos colchões e destruíram grades. Depois
de 30 horas de tensão e de negociação, a rebelião foi controlada e os
reféns foram liberados, sem ferimentos.