ABRACRIM se lança no combate ao feminicídio
O combate ao feminicídio no Brasil é um dos mais importantes desafios do país. Tendo em vista o número crescente e assustador de mulheres assassinadas pela simples condição de ser mulher, a ABRACRIM – Associação Brasileira dOS Advogados Criminalistas decidiu abraçar a causa e ajudar a combater o problema.
De acordo com os dados do Mapa da Violência, os altos índices de feminicídio no país vêm acompanhados de elevados níveis de tolerância à violência contra as mulheres – e, em alguns casos, são exatamente o resultado dessa negligência.
A entidade irá lançar campanhas especiais em datas que remetem ao combate ao feminicídio, além de ressaltar a importância das Leis Maria da Penha (11.340/2006) e da mais recente, a Lei do Feminicídio (13.104/2015).
Segundo Luciana Abreu do Valle, ouvidora estadual da ABRACRIM-GO (representação da entidade no estado de Goiás), é importante ressaltar o combate à violência de gênero e o feminicídio, inclusive pela fragilidade da vítima, que tem nas mãos do seu algoz a decisão de sua existência.
“No dia 27 de maio, celebra-se o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio no Piauí, assim como dia 5 de abril é marcado no calendário de Pernambuco. É de extrema importância ter essas datas marcadas em calendários estaduais. Torcemos e trabalhamos para que futuramente haja também datas assim celebradas nacionalmente, sendo uma forma de alerta para que as famílias não tenham seus dias marcados por luto, tristezas e saudades”, declara Luciana.
Apesar de avanços na legislação, os assassinatos de mulheres continuam a esbarrar na falta de compreensão da sociedade e da Justiça. Luciana ainda ressalta que o enfrentamento ao feminicídio vem com a esperança dada à vítima, de se encorajar e procurar ajuda necessária ao combate dessa cruel violência. “O dia de hoje precisa ser marcado como mais um dia de luta”, conclui a ouvidora.
VOCÊ SABIA?
Que em 2015, de janeiro a outubro, foram realizados, em todo o país, 634.862 atendimentos na Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) e desse número, 63.090 são com relatos de violência?
Que, no balanço de 10 anos (2005 a 2015), esse serviço acumulou mais de 5 milhões de atendimentos, sendo 552.748 com relatos de violência contra as mulheres.
Que também aumentou em 136% o número de registros de violência sexual, computando a média de dez registros por dia, em 165% o número de estupros registrados (aproximadamente oito casos por dia) e o crescimento de 300% de relatos de cárcere privado (quase dez registros/dia).
Colaboração Nannah Ribas – para Assessoria de Imprensa da ABRACRIM