Brasília sedia I Encontro Brasileiro das Advogadas Criminalistas
Um evento marcado pelas prerrogativas de advogadas que estão na luta contra as violações que assolam o Estado Democrático de Direito.
A ABRACRIM promoveu o I Encontro Brasileiro das Advogadas Criminalistas, que contou com a presença de mais de 500 pessoas de todas as partes do país, dentre elas advogadas, juízas, defensoras públicas e acadêmicas.
O encontro teve como pilar a pacificação e a pluralidade, abordando temas importantes como “Cadeia de custodia: desafios Brasileiros”, “Política de encarceramento: maternidade no cárcere em caso de filho menor de idade”, “Participação de terceiros na investigação criminal”, “A inconstitucionalidade do regime disciplinar fechado”, “Crimes eleitorais”, “Suspensão condicional do processo na Lei Maria da Penha”, “Paridade das armas no processo penal”, “Quando a vítima é a mulher”, “Política criminal”, “Mitos e desafios atuais da advocacia penal e empresarial”, “Crimes virtuais”, “Crimes contra dignidade sexual”, “Criminologia e distúrbios de personalidade” e “Teoria dos Jogos no Júri”.
O presidente da ABRACRIM-DF, Michel Saliba, anfitrião do evento, destacou a repercussão do evento e o grande número de participantes: “Agradeço especialmente ao presidente nacional, Elias Mattar Assad, à ouvidora nacional, Michelle Marie, que depositaram tanta confiança em nossa equipe do Distrito Federal. O evento foi marcante e histórico”, afirmou. O presidente nacional, Elias Mattar Assad fez coro, destacando o caráter histórico do evento: “Nossas mulheres mostraram mais uma vez a força de suas ações e a grande capacidade de articulação, disseminação de conhecimento e alerta para as injustiças que ainda ocorrem. Estou orgulhoso”, comentou. A ouvidora nacional da ABRACRIM e presidente da associação no estado do Mato Grosso, Michelle Marie, afirmou que o Encontro representa um marco importante para as advogadas criminalistas de todo o país: “Somos mulheres que lutamos e levantamos outras mulheres. Provamos com esse encontro que possuímos conhecimento, competência e temos muito a compartilhar. Cansamos de ser convidadas para eventos que apenas se preocupam em perpetuar a estigmatização da mulher. Exigimos sermos ouvidas”, concluiu.
Como resultado das discussões e explanações, foi redigida a Carta de Brasília, como manifesto oficial do evento. Acesse a íntegra da carta: