Skip links

No Dia da Advogada, ABRACRIM anuncia I Encontro Nacional da Advogada Criminalista

No dia em que se comemora o Dia da Advogada, a ABRACRIM – Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas – anunciou que está organizando o I Encontro Nacional da Advogada Criminalista. O evento será realizado nos dias 22 e 23 de março de 2018, no auditório da OAB/DF. É a primeira vez que um evento destinado às profissionais da advocacia criminal é realizado no país. “Será um evento histórico”, afirmou o presidente da ABRACRIM nacional, Elias Mattar Assad.
O presidente da entidade no Distrito Federal, Michel Saliba, garante que o evento será inesquecível: “Brasília é uma cidade libertária, uma terra onde as mulheres sempre puderam mostrar a sua capacidade e seu poder. Aqui, as advogadas fazem acontecer!Tenho convicção de que realizaremos um grandioso evento, sob a coordenação das professoras Cristina Tubino e Marília Brambilla, respectivamente, Ouvidora e Conselheira da ABRACRIM-DF”, afirma.
Cris Tubino, que está à frente da organização do Encontro em Brasília, está ansiosa com a preparação e afirma que o evento será grandioso: “A fim de dar importância às profissionais do direito que lutam todos os dias, realizaremos o Encontro Nacional da Advogada Criminalista, evento único no Brasil e que entrará para a história da ABRACRIM”, salienta.
Marilia Brambilla, representante do DF na Comissão Brasileira das Advogadas Criminalistas da ABRACRIM, comemora a realização do Encontro: “Será a maior demonstração de valorização, empoderamento e união da Advocacia Criminal como um todo, afinal, nós Mulheres Advogadas Criminais já estamos em todas as esferas de atuação, seja da delegacia até o STF, com o reconhecimento de nossas competências sendo convalidado por toda Advocacia Nacional”, diz.
Dia da Advogada
A data destinada às profissionais da advocacia foi lembrada em todo o país por membros e dirigentes da entidade. “A ABRACRIM sai na frente nesse tema de reconhecimento da igualdade profissional entre homens e mulheres no livre exercício da profissão. Temos excelentes advogadas em todas as áreas do Direito e no criminal, hoje, incontáveis e ótimas profissionais inclusive nos Tribunais Superiores, com brilhantes sustentações, e no Tribunal do Júri, onde colecionam muitas vitórias”, lembrou Mattar Assad.
O presidente da entidade no estado do Rio de Janeiro, James Walker Junior, lembrou o protagonismo feminino na luta pela igualdade e liberdade: “Em tempos de exceção, onde o estado democrático, ferido de morte em seus estamentos constitucionais, encontra sua única resistência na atividade heroica da advocacia criminal, a ABRACRIM apoia e reafirma, não apenas a importância, mas, sobretudo, o protagonismo da advocacia criminal da mulher para a consecução dos valores de liberdade e igualdade da nação e dos indivíduos”, afirmou. O acrescentou: “Nas praças de guerra do exercício da advocacia criminal, desponta forte e capaz a advocacia das mulheres brasileiras, essas cidadãs, profissionais, líderes, mães, chefes de família, enfim, mulheres que puxam, como locomotivas, o desenvolvimento cada vez mais pujante da nossa profissão e, consequentemente, da nossa sociedade.”
Comissão da Mulher
Consciente de que a mulher que atua na advocacia criminal tem demandas específicas, como obstáculos à visitação de clientes encarcerados, estrutura falha em cadeias e penitenciárias e violações de prerrogativas, a ABRACRIM lançou a Comissão Brasileira da Advogada Criminalista, com o objetivo de fomentar discussões e propor soluções para os problemas enfrentados pelas advogadas.
Mariana Lopes, que representa o estado do Paraná na Comissão, afirma que as mulheres atuantes na área têm mesmo particularidades que precisam ser reconhecidas para que o exercício da profissão seja pleno. “A sociedade não pode tratar os desiguais como iguais. Queremos nossos direitos respeitados e o reconhecimento dessas demandas específicas da mulher”, afirma. Entre as situações que precisam ser revistas, segundo ela, estão as formas de revista em delegacias e penitenciárias, que deveriam ser diferenciadas, o preconceito explícito de outros atores do Direito e o tratamento dado às profissionais. “A forma preconceituosa como é vista a advogada criminalista é ainda fruto de uma sociedade muito machista”, comenta. Ela relata, por exemplo, que muitas pessoas não dissociam a figura do advogado da de seus clientes e, assim, criminalizam a advocacia criminal. “Isso é ainda mais evidente quando é uma advogada, pois muitos têm dificuldades em ver uma mulher atuando na defesa de acusados. Mas precisamos deixar claro que nosso papel não é o de ‘defender bandidos’, com se diz, mas de garantir o devido processo legal, dando ao réu o direito a uma defesa digna”, completa.
Mariana conta que enfrenta preconceitos não apenas por ser advogada e atuar na esfera criminal, mas também por ser negra. “Já me perguntaram, em delegacias e até em audiências, se eu era a esposa do preso!”, relata.
Cris Tubino também lembra que o dia da advogada é uma data para reflexão: “O dia 15/12 é considerado pela OAB como o dia da Mulher Advogada. É um dia para comemorarmos nossas conquistas, como a Lei da Advogada Grávida, mas também para reivindicarmos direitos e a defesa das nossas Prerrogativas. Atualmente somos 511.541 Advogadas inscritas no Brasil, e vamos crescer ainda mais”, diz.
Para a ouvidora nacional da ABRACRIM, Michelle Marie, ser advogada criminalista é uma superação constante de obstáculos. “É notório que ser advogado não é uma tarefa fácil. Ser advogado e criminalista é para os fortes. Ser advogada, criminalista e mulher é uma superação constante de obstáculos! Não existem diferenças entre a competência de um profissional por seu gênero. A história fez com que a maioria das mulheres, em busca de sua independência profissional e financeira, apenas acumulasse mais e mais funções. Assim, a profissional que faz seu trabalho com maestria, cumprindo metas, vencendo desafios, ainda cuida do seu lar e é o esteio da família. Essas profissionais merecem uma justa homenagem, e que sejamos vistas como profissionais competentes, qualificadas, aptas assim como todos profissionais da área jurídica”, sentenciou.

X