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​ABRACRIM cobra providências do governo de Pernambuco por prisão arbitrária de advogado

A ABRACRIM – Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas –está acompanhando o desenrolar do caso da prisão arbitrária do advogado Sávio Delano Vasconcelos Pereira, ocorrida na última quinta-feira, 5 de julho, na cidade de Caruaru, em Pernambuco. O advogado foi preso em pleno exercício de suas atividades profissionais, o que viola prerrogativas dos advogados. A entidade emitiu Nota Oficial denunciando a arbitrariedade, cobrando providências e prestando solidariedade ao advogado.

A Nota Pública de Solidariedade e Repúdio da ABRACRIM destaca que, “diante da violenta agressão imposta contra o advogado – gravada em vídeo, com enorme repercussão no mundo jurídico nacional – praticada pelo policial militar Lindinaldo Arnaldo da Silva, contra este promove moção de repúdio porque, em conduta reprovável e covarde, acobertado por outros policias militares que também participaram dos atos aqui repudiados, infringiu as normas legais insculpidas na Lei Federal nº 8.906/94 – Estatuto da Advocacia -, agindo com truculência e inconcebível abuso de autoridade, expondo e humilhando o profissional do direto ao escárnio”.

O presidente da Comissão Nacional de Prerrogativas da ABRACRIM, Mário de Oliveira Filho, elogia a conduta do advogado Sávio Delano Vasconcelos Pereira, que teve, segundo ele, “postura digna, calma e respeitosa, apesar do momento de gravíssima adversidade por que passou”.
O presidente nacional em exercício da entidade, Sheyner Asfóra, também se posicionou, considerando lamentável o ocorrido. “A ABRACRIM está acompanhando de perto o caso para a adoção de medidas judiciais. Vamos buscar a responsabilização dos envolvidos. Não se pode tolerar condutas desse tipo, que atentam contra a advocacia”, afirmou. “Não nos calamos e nem conseguiram nos anular na ditadura. Não será em plena democracia que irão cercear o nosso legítimo direito de advogar em defesa da cidadania”, acrescentou.

Assim que soube do caso, o presidente da ABRACRIM-PR, Emerson Leônidas, passou a acompanhar os acontecimentos. Ainda na quinta-feira, a entidade jutnou-se à OAB-PE e passou a cobrar providências junto ao governo do estado, no sentido de punir os policiais envolvidos e evitar novos casos de arbitrariedade.

Acompanhe a íntegra da Nota de Repúdio

Acompanhe o vídeo do momento da prisão do advogado:

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