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​ABRACRIM cobra proteção da vida de advogado que denunciou assassinatos cometidos por policiais no Amapá

A ABRACRIM – Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas – emitiu carta aberta aos poderes constituídos do estado do Amapá – governador do estado, presidentes da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Justiça e procurador geral de Justiça – exigindo proteção da vida do advogado Maurício Pereira, bem como rigorosa apuração dos graves fatos que ele vem denunciando no estado.

Pereira, que é membro de Comissões temáticas estaduais e federais da OAB, defensor dos Direito Humanos e das prerrogativas da advocacia, denunciou, em entrevista, que há policiais militares envolvidos em assassinatos no estado. O advogado salientou que não se deve generalizar, pois a maioria dos mais de 3400 policiais do estado é honesta, mas que há um grupo de aproximadamente 60 PMs que estaria promovendo assassinatos. “Desde 2015, mais de 200 mortes por policiais foram registradas”, destacou, lembrando que, segundo o mapa da violência, o Amapá é o estado em que mais a polícia mata, e onde menos morrem policiais.

O que mais assustou o advogado foi o fato de ele ter salientado, na entrevista, que não havia registro de mortes de mulheres, mas, justamente no primeiro fim de semana após a denúncia, uma mulher foi morta por policial no último sábado. Nas redes sociais, juntamente com a notícia da morte da mulher, marcaram o nome de Maurício Pereira, com o recado “Tu dizes!”. “Estou até me sentindo culpado pela morte desta mulher, pois certamente foi um recado para mim”, disse Pereira.

O advogado, que faz parte da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB, está em Brasília solicitando providências junto à Ordem dos Advogados. Juliano Breda, da Comissão Nacional do Direito de Defesa, afirmou que irá solicitar a federalização das investigações sobre o caso no Amapá. “Sou muito grato à OAB e à ABRACRIM, que foram rápidas em exigir providências. Me senti abraçado pelas entidades, cujas manifestações públicas me deram fôlego e força neste momento delicado. Este caso está mexendo com minha saúde, com minha paz e de minha família”, afirmou Murício Pereira.

Acompanhe aqui a carta aberta da ABRACRIM sobre o caso.

Jornalista Adriane Werner – assessoria de Imprensa ABRACRIM nacional

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